No Princípio Deus, criou os Céus e a Terra

No Princípio Deus, criou os Céus e a Terra

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Jesus já enriqueceu a todos.
Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, tornou-se pobre por vossa causa, para que fosseis enriquecidos por sua pobreza. (2 Corintios 8:9)
Os judeus associavam riqueza à espiritualidade e por isso não admitiam pessoas mendigas, miseráveis que entrassem no templo.
 Ainda hoje, quem não se veste bem, não tem boa aparência não entra em certos lugares, como: restaurantes, hotéis, etc, não é?
Para os religiosos em Israel os miseráveis e os gentios eram pessoas sem os privilégios, as bençãos de Deus, com muitos pecados e não eram considerados filhos de Abraão.
A pobreza e a riqueza eram condições que diziam, significavam muita coisa na cabeça do povo da época. E hoje, não é diferente.
A parábola do rico e o mendigo Lázaro representava essas duas personagens: o rico israelita que se sentia o tal, e filho de Abraão, e o miserável, o mendigo, o gentio esquecido por Deus.
O rico israelita se orgulhava de ser descendente de Abraão, e que por isso, Deus o enriquecia, prosperava-o. Já os mendigos e os gentios na cabeça dos religiosos da época eram um classe de pessoas abandonadas, esquecidas por Deus.
Mas, Deus levou para o céu o mendigo Lázaro que era considerado esquecido, sem Pai, e o rico que se considerava filho de Abraão foi para o tormento eterno, ou seja, o rico estava equivocado, porque não é a condição miserável e nem a de riqueza, ou religiosa que nos salvam, mas sim a nossa busca pela misericórdia de Deus que vê o interior.
Hoje, teoricamente, todos já sabem que Jesus nos perdoou e nos salvou na cruz, e nos enriqueceu com toda sorte de bençãos espirituais e materiais, mas se não buscarmos de Deus essa confirmação, fé, entendimento dessa misericórdia em nosso espírito e alma, certamente iremos perecer.
Deus não faz distinção de pessoas, nem de pobre, de mendigo, de bilionário, de rico, de bêbado, de viciado, de prostituta, de assassino, de terrorista, de pedófilo, seja lá o mais vil ser, etc.
Romanos 3:23 diz: Isto é, a justiça de Deus, por intermédio da fé em Jesus Cristo para todas as pessoas que creem. Porquanto não há distinção. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. …
Jesus se fez pobre na cruz, tornou-se o mendigo Lázaro, as pessoas doentes, o mais vil pecador, perdendo a comunhão do Pai, sem privilégios, sem bençãos, para nos enriquecer, transferir-nos a herança espiritual, os direitos do reino de Deus.
Deus o abandonou por um momento na cruz, por nossa causa, por causa dos ricos e dos mendigos, e dos enfermos, mas após três dias O ressuscitou.
Agora, com a fé de Deus que revela Jesus tudo se fez novo.
Está escrito: Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”. (Gl 3:26-29).
Hoje quem crê em Jesus, recebe a fé de Deus para ser salvo é enriquecido das bençãos do céu, do reino da fé.
Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi concedida por Ele em Cristo Jesus. Pois em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo conhecimento, porquanto o testemunho de Cristo foi confirmado em vós, …Em tudo fostes enriquecidos. (I Corintios1).
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O rico e Lázaro.
O rico tinha tudo, vestia-se com o melhor tecido, mas Lázaro, o mendigo, vivia à margem desses privilégios, e à porta do rico, desejando comer as migalhas que caiam da mesa, e os cães lhe lambiam as chagas.
Jesus disse que o rico e seus cinco irmãos não acreditavam em Moisés e nos profetas, na bíblia, e que ao morrer, ele não foi para o céu, para o descanso eterno, porque ele já tinha recebido seus bens nessa vida. Já Lázaro foi amparado pelos anjos na sua morte, porque tinha recebido só males em vida.
A bíblia não diz se Lázaro acreditava em Moisés e nos profetas, na bíblia, mas afirma que ele foi descansar no seio de Abraão.
Após a morte, o rico não poderia passar para o lado bom, e nem o mendigo poderia passar para o lado mal, de tormento, porque havia um abismo os separando..
Vejo algumas lições nessa parábola:
A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mt 23).
A segunda lição é que as riquezas nos suprem de tal maneira que nos sentimos completamente realizados, independentes, felizes individualistas, e que por isso, nem precisamos buscar a fé que vem de Deus, a riqueza espiritual. E assim, não conseguimos ser gratos, reconhecer que nossa vida está e vem das mãos Dele.
Jesus disse: Porém, ai de vós, os ricos! Pois já ganharam toda a vossa consolação. Ai de vós, que viveis agora em fartura, porque vireis a passar fome. Ai de vós, que agora rides, pois haveis de muito lamentar e prantear. (Lucas 6:25).
A terceira lição é que a riqueza honesta não é má nem condenável, assim como a pobreza não é garantia de salvação. Mas ambas suscitam atitudes éticas que podem facilitar ou dificultar a procura de Deus. É para isto que Jesus quer despertar os cristãos nesta parábola.
 Esta lição se baseia num precedente bíblico: Quando Ciro deu liberdade aos judeus para saírem da Babilônia, onde viviam exilados, e regressarem à Judéia, os que haviam conseguido certo bem-estar, riquezas na Babilônia, não tiveram coragem de deixar tudo para recomeçar a vida na Terra Santa. A situação cômoda em que se achavam diminuía seu zelo pelas instituições sagradas de Israel. Assim, quem voltou do exílio para a Judeia foram os pobres, ou “o resto de Israel”, como diziam os profetas. Por não terem ilusões suscitadas pelos afagos terrestres, guardavam mais nítida a escala dos valores e tiveram o coração livre para atender ao chamado de Deus, que lhes pedia a reconstrução de Jerusalém.
Jesus chama os pobres, os que tem fome, sede e choram de bem-aventurados, não por causa da pobreza como tal, mas por causa da atitude ética (ou da fé ou do amor) que essa pobreza preserva ou suscita. E chama os ricos de infelizes (Lc 6,24-26), não por causa da riqueza como tal, mas porque a riqueza pode fazer murchar a fé e o senso do Transcendental.
A quarta lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lc 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lc 3:8; 13:28; Jo 8:39 e 40, 52-59).
E, a principal lição do Senhor está no final da parábola: “Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” Lucas 16:31. Se a pessoa não ouvir e crer na mensagem de Moisés e dos profetas (em todo o Antigo e Novo Testamento), não será convencida de que precisa ser salva mesmo que ressuscite uma pessoa dos mortos.
A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mt 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura”.
Observações:
O rico morreu sem fome física nem espiritual: ele tinha saúde, bens, satisfação plena na sua condição de vida, como judeu tinha orgulho de ser filho de Abraão, mas não buscava a Deus, a verdadeira justiça, fé, misericórdia, e por isso, nada mais o esperava na outra vida, satisfeito que estava em seu bem-estar aqui na terra.
Já Lázaro que teve fome física e doenças, representa a pessoa que está aberta a Deus, que tem fome e sede, novas perspectivas de uma realidade melhor do que a vida terrestre. No além, a fome material e espiritual de Lázaro era saciada, ao passo que no rico, ela não existia.
Jesus revela em Mateus 6:33, que é preciso buscar primeiro o reino de Deus e sua justiça, e as demais coisas nos serão acrescentadas. Ele também diz em Marcos 6:24, que não adianta a pessoa ganhar, conquistar o mundo todo e perder a sua alma.
Alguém pode ser rico e ter um coração de pobre, cultivando o desapego, a humildade, a caridade, como alguém pode ser pobre, mas ter um coração egoísta, individualista, avarento de certos ricos, sem caridade nem humildade
Lázaro, pobre na terra, e Abraão, rico na terra, tiveram a mesma sorte final, porque ambos, em circunstâncias diferentes, tiveram o mesmo amor a Deus e o mesmo desprendimento dos bens terrenos.
Jesus queria dizer que mesmo rico ou mesmo pobre, devemos estar dispostos, ser voluntários, servos, dar atenção à palavra de Deus que nos transmite fé, crença para dependência, salvação Nele. A fé nos faz gratos para darmos honra, louvores a Deus.
Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.
1 Crônicas 29:11.
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

As pessoas buscam o pão para sobreviver.
Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as gentes do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que haveis mister delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Lucas 12:30, 31)
As pessoas buscam o pão, o trabalho remunerado, o dinheiro para sobreviver. Deus vê essa situação, e tem o pão já preparado para cada profissional, para cada empresário, para cada pessoa.
Aos olhos de Deus, da fé Dele, todos estão supridos, porque o pão da vida é um direito natural. O reino de Deus, da fé nos mostra essa condição.
Mas, por que existe fome no mundo? Porque tem um mal escondendo o trabalho, os clientes, o dinheiro, o pão de cada dia.
A gente busca mas não encontra, procura, mas não acha, pedi, mas não recebe, bate á porta, mas ninguém abre. Os direitos das pessoas são roubados.
A fé, a lei que Deus deixou para sustentar sua criação não está funcionando para a maioria. As oportunidades escapam, são abortadas, sabotadas, cortadas, roubadas porque exite um mal espiritual tapando a nossa visão, entendimento..
Pedro pescou à noite toda e não apanhou nada. Ele voltou frustrado. O Senhor Jesus lhe deu uma nova ordem dizendo:
"Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar". (Lucas 5:4)
Pedro obedeceu à ordem de Jesus e apanhou muitos peixes. A fé, a autoridade de Jesus funcionou. Pedro voltou alegre, satisfeito, e reconheceu, e agradecido, ajoelhou-se diante do mestre.
Jesus garantiu, fez valer o princípio da vida, a visão, a provisão, o sustento, a fé, a vontade de Deus.
A lição que Jesus deixou foi que as pessoas não devem simplesmente, apenas lançar a rede, buscar o pão cegamente, achando que está sozinha, isolada, desamparada, contando com a força individual, o esforço próprio. É preciso olhar para o alto, para o criador, não desanimar.
É preciso respirar o ar e dizer: Assim como eu respiro oxigênio, assim, Deus também já me preparou o pão. Eu vou encontrar pão, o meu sustento, o meu direito à vida dado por Deus..
Jesus expressou fé e determinou, deu a ordem, fez Pedro obedecer, buscar o sustento, o que a fé de Deus já preparou para todos nós.
Com a fé de Deus, as coisas, as condições mudam, tem significados diferentes, contrários à miséria, à doença, ao desemprego, à falta de clientes. As perspectivas são renovadas.
Jesus mostrou a realidade espiritual da provisão do Pai para todos.
Por isso, não devemos ficar sem ânimo, sem esperança, porque com Jesus, a fé de Deus é assim, e diz assim:
"Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, se lhe abrirá. Ou qual dentre vós é o homem que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra"? (Mateus 7:8)…
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O ser humano agora pode se alegrar na luz.
"O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz".
"Tu multiplicaste a nação, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa, e como exultam quando se repartem os despojos".Isaías 9:2,3
Vejam só que declaração do profeta Isaías a respeito da vinda de Jesus. Agora todos podem ser felizes, ser bem-sucedidos no caminho da fé que Deus preparou.
Por mais que a situação seja difícil existe uma luz, um entendimento espiritual que mostra a solução, a saída, a vitória, o sucesso.
Deus deixou esperança no coração do povo, e por isso, Ele mesmo vai revelar pela fé em que condições a humanidade se encontra, ou seja, aos olhos Dele, seremos privilegiados pela certeza da salvação.
A salvação que Jesus já nos deu na cruz e na sua ressurreição, e isso significa que o sofrimento acabou, tudo de bom está preparado.
A fé de Deus revela hoje, agora, já, que Jesus nos deu o perdão, a saúde, a prosperidade espiritual, as necessidades supridas
Jesus é a grande luz que resplandece nos corações do espírito e da alma. Iremos colher os frutos, as bençãos da salvação. Iremos repartir os despojos da guerra, ou seja, tudo que o mal nos fez sofrer, roubou-nos, será devolvido.
O caminho, a verdade, a vida, o Senhor Jesus irá confirmar cada benção, cada promessa, iluminando nosso espírito e alma, iremos nos alegrar e tomar posse dessa herança.
Todos, agora, podem enxergar, ter fé, entendimento, vida em comunhão com Deus, crer em Jesus.
Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. (João 8:12)
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Olhai o lírio do campo.
"E por que andais preocupados quanto ao que vestir? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Eu, contudo, vos asseguro que nem Salomão, em todo o esplendor de sua glória, vestiu-se como um deles". … Mateus 6:28;29
Salomão foi o homem, o rei mais rico em Israel, e não houve outro nem antes, nem depois. Mas um pé de mato, uma erva da terra, uma planta, o lírio do campo que logo morre, seca, foi vestido por Deus com uma glória ainda maior, com mais esplendor, majestade, dignidade, honra.
Vejam só a grandeza, a magnitude, a riqueza, o olhar, os cuidados, como Deus trata suas criaturas. O amor, a generosidade de Deus vai da planta ao ser humano.
Qual será o nosso potencial diante de Deus? O que Ele preparou para as pessoas por meio da fé? O que a fé Dele tem para nos mostrar? Até onde poderemos alcançar? Que visão Deus quer nos dar? Quais são os nossos direitos? Qual será o inventário da nossa herança?
"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam". I Corintios 2:9
A vida plena que Jesus prometeu somente Ele mesmo pode nos dar pela fé. Só ele pode fazer crescer esse entendimento espiritual dentro de nosso espírito e alma.
Disse Jesus: Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10
O ser humano tem um tipo de vida que vem de Jesus. Essa vida de fé vive para sempre, é eterna. Temos muito o que aprender.
Está escrito nos Profetas: "E serão todos ensinados por Deus’. Sendo assim, todo aquele que ouve o Pai e dele aprende, vem a mim. (João 6:45).
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Somente um voltou para agradecer.
Jesus ia passando pelo caminho e viu dez leprosos ao longe pedindo a cura, a misericórdia, e foram atendidos. Os leprosos saíram correndo alegres, e se viram curados, mas somente um voltou para agradecer. O leproso que voltou recebeu a salvação, porque Jesus lhe disse:
"Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.” Lucas 17.11-19.
Deus já curou, prosperou, santificou, já resolveu o problema de todas as pessoas, de toda humanidade. Jesus é a resposta para nossas orações, para nossos problemas, necessidades. A fé que vem por Ele nos ajuda a agradecer, revela o amor do Pai.
Quem clamar por misericórdia, por ajuda, por socorro vai ser atendido.Vai sair alegre, com a solução, consolação, porque foi para isso que Jesus morreu e ressuscitou.
Mas, é preciso voltar, porque quando Deus nos dá uma benção, Ele está nos dando o principal, o mais importante, o mais valioso presente que é a salvação, ou seja, a fé nos seus cuidados eternos, a dependência, a provisão do Pai.
O filho pródigo por oportunismo, pediu a herança para o pai e se mandou, deu no pé, e lá, na farra, gastou tudo, ficou na miséria, e se arrependeu, e reconheceu que foi ingrato, irresponsável para com o pai, e voltou, já com outra cabeça, espírito, caráter.
O pai o recebeu de volta com amor, e tudo passou ser dele novamente, mesmo o rapaz tendo gasto a herança, a parte dele por direito.
As bençãos de Deus são direitos nosso, das pessoas, do ser humano, e a salvação vem junto. É preciso ser sábio, entender que além das bençãos, temos também a salvação de Jesus.
Quem é oportunista e quer receber só a benção, e depois vai embora, vira as costas e vai cuidar da sua vida, com certeza, essa pessoa vai se dar mal, porque irá precisar de Deus novamente quando as coisas derem mal, quando as bençãos acabarem, a saúde, o dinheiro, o emprego, as boas amizades, a empresa próspera, o feliz casamento, o namoro, o noivado, o carro zero, a mansão, o apartamento de luxo, etc..
Tem gente que só quer usar, tirar proveito das pessoas e de Deus. Não respeitam o próximo. Só dão prejuízos ao próximo em sua volta. São egoístas até para buscar as bençãos de Deus.
Ser salvo por Jesus significa que voltamos, fomos gratos, que o reino de Deus foi nos dado, que agora, somos de Deus, pertencemos a Ele, dependemos Dele, seremos guiados, alimentados por Ele, pela fé Dele, que temos um pastor e nada nos faltará. Seremos uma benção para o próximo.
Deus nos abençoe com a fé em Jesus.
Dízimo é compromisso, Dízimo é graça, Dízimo é gratidão, Dízimo é investimento no próximo
Pr. Ronan Boechat de Amorim
Recebi uma mensagem pela internet de um novo convertido ao Senhor Jesus, onde ele pergunta sobre a questão do dízimo. Ele fala:
"Boa tarde! Me converti recentemente numa pequena igreja e já comecei sendo dizimista assim como era meu falecido pai. Entrego o dízimo e oferta com muito prazer, porém, por minha própria leitura bíblica não entendo por que o dízimo ainda existe mesmo depois da nova aliança, sendo ele uma exigência da lei.
Não pretendo criar polêmica, mesmo porque não tenho como polemizar, visto que não tenho conhecimento da bíblia, já que sou um iniciante (novo convertido). A minha intenção é apenas de aprender.
Tive oportunidade e alegria em lhe dar a seguinte resposta:
Parabéns, meu irmão, pela sua decisão por Jesus Cristo. Essa foi a decisão mais importante que eu tomei em toda a minha vida, e decisão geradora de outras importantes, maravilhosas e bem-sucedidas decisões.
Começo dizendo que há uma enorme diferença em querer saber e questionar de polemizar. Infelizmente alguns pastores de hoje em dia não gostam de crentes que pensam, que questionam, que desejam aprender. É como se crente bom fosse crente mudo, surdo e cego, que aceita as coisas passivamente, sem expressar desejo de entender, aprofundar... aceitando como verdade universal e absoluta o que pastor diz, o que diz a tradição, a pregação, os modismos maquiados de falsa espiritualidade, etc...
Gosto da orientação do Apóstolo Paulo acerca da questão das profecias (na realidade, da pregação, ou seja, entregar o recado/mensagem da parte do Senhor) quando ele diz que deve haver ordem no culto, e que é preciso que os mensageiros de Deus falem um de cada vez, enquanto isso os demais devem julgar (refletir, avaliar, comparar com o texto sagrado, com a mensagem de Jesus, com os ensinos dos apóstolos) toda profecia.
Reflexão, pesquisa, questionamento, portanto não tiram a ordem, mas estão perfeitamente em ordem. Certamente são parte do "culto racional" pretendido por Paulo.
Polemizar já é outra história...digamos, é a discussão não pela busca do conhecimento e do aprendizado, mas pelo prazer de discutir.
Sobre o Dízimo, era através dele que as tribos sustentavam o templo e aqueles que trabalhavam em prol do culto. E isso não muda da Antiga para a nova Aliança. Aliás, na nova Aliança temos muitas tradições da Antiga Aliança, inclusive os textos sagrados, os livros bíblicos do Antigo Testamento. O Dízimo nos tempos das primeiras comunidades cristãs era o modo mais justo possível da participação dos crentes no sustento da Obra de Deus, no sustento dos que viviam em missão, no sustento dos mais pobres.
10% do pobre equivalia em dignidade e compromisso o mesmo que os 10% do rico.
O Dízimo na nova aliança era um recurso socializado, que era investido na própria comunidade. Não em construção de templos, salários de pastores equivalentes aos de diretores de multinacionais, mas investimento nas pessoas, em pessoas... Veja At 10:42ss.
Não havia necessitados entre as primeiras pessoas cristãs. E se a gente lê o livro "História da Cidadania", da Editora Contexto, tem um capítulo que vai falar da contribuição dos primeiros cristãos, um texto maravilhoso, e lá diz que os primeiros cristãos contribuiram muito para a cidadania, pois até por volta do século III (antes do Imperador Constantino) as primeiras comunidades cristãs eram integradas basicamente por pessoas pobres, entre as quais, mulheres, crianças, doentes, gladiadores, escravos, ex-escravos... e ali todos eram alimentados, acolhidos, sustentados... tornavam-se irmãos e irmãs.
As comunidades cristãs eram chamadas de "paróquias", paravra de origem grega que quer dizer "casa do pobre", de acolhida e abrigo aos pobres e estrangeiros.
Há um livro do Caio Fábio chamado "A Graça de Contribuir", é o melhor livro sobre dízimo que eu conheço. E ele vai falar do dízimo como Graça, não com legalismo, não como instrumento de troca ou de compra de bênçãos divinas.
O Dízimo na vida da igreja nunca foi apenas dinheiro, mas investimento, um privilégio de se participar da Obra de Deus.
Hoje muitos deturpam isso, mas não é porque uns (ainda que sejam a grande maioria, o que eu particularmente não acredito) deturpam o sentido espiritual, bíblico e solidário do dízimo, que a gente vai deixar de falar e praticar do modo correto: dízimo é graça. Não dou o dízimo para comprar ou com interesses em bênçãos divinas; dou o dízimo como sinal de gratidão pelo que o Senhor faz por mim, pelo que o Senhor é para mim. Não é compra de bênçãos, não é pagamento pelos favores divinos, mas ato de gratidão. Só dá o dízimo quem antes deu-se a si mesmo integralmente ao Senhor.
Não damos o dízimo apenas quando temos sobra de recursos, mas regularmente, fielmente. Jesus elogia uma viúva pobre que dá como oferta as poucas moedas que tinha. "Deu mais do que todos, diz Jesus, porque deu tudo o que tinha".
Jesus não quer tudo que temos, quer tudo o que somos. Não quer nosso dinheiro, quer nossa vida. Mas quando a gente dá a vida ao Senhor, tudo o que temos passa a estar a serviço do Senhor.
Não quer dizer que a gente precise dar tudo lá no altar, como alguns pastores que só falam do poder do mal, dos descarrego, das correntes, da pedição de dinheiro, mas consagrar lá no altar tudo o que temos, e colocar tudo a serviço do Reino de Deus.
E ser fiel no pouco e no muito, mas questões éticas e morais, na prática dos mandamentos, do amor ao próximo, e também na entrega dos dízimos.
Mas a Bíblia, no entanto, nos diz que Deus abençoa quem dá/contribui/oferta/entrega o dízimo com alegria. A nossa fidelidade a Deus, à Igreja de Deus e à obra de Deus é certamente uma fidelidade que nos possibilita bênçãos. Por isso a prática do dízimo é graça.
Não veja o dízimo apenas como obrigação, um dever, uma lei... ele é compromisso sim, mas também é privilégio, é ato de gratidão, é confissão de dependência de Deus, é investimento missionário tanto no sustento da Igreja quanto no avanço missionário, é socialização de recursos em prol da manutenção e melhoria da comunidade da fé, e deveria ser também investimento em pessoas, alimento para os sem pão, bolsas de estudo para os mais pobres, cursos de aperfeiçoamento profissional e ministerial, investimento em cidadania, etc... não apenas para o pastor(a), mas para todo o povo de Deus.
Nós protestantes temos pastores(as) mas não temos pastores que são sacerdotes (uma espécie de mediadores entre Deus e o povo), pois somos um povo de sacerdotes... Lutero fez a Reforma Protestante do século XVI e esse foi um dos pilares: o sacerdócio universal de todos os crentes.
Desculpe-me a mensagem grande. Mas foi um momento de partilha.
Um grande abraço e votos das mais ricas bênçãos para você, sua família e sua igreja.